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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Candelariense membro da bancada da motosserra!

                                Voltando a ativa; cutucada no conterrâneo!
No mundo de hoje não temos tempo de refletir sobre o que acontece em nossa volta, muitas vezes achamos que os fatos mostrados na TV, Internet, revistas e jornais são fatos distantes de nossa realidade local, como também muitas vezes são ignorados por falta de interesse sobre o assunto, contudo é importante mantermos a atenção,para um dos assuntos um tanto banalizado nos últimos tempo,  a preservação.







Vejo Deputados que pedem votos aqui na região, estufando o peito para falar mal da preservação; dizem que preservar é tirar terras da a agricultura, já tem os números decorados para discursar, já se empolgam e dizem que são as ONGs! As ONGs que atrasam o crescimento do País;francamente meu conterrâneo!

Com isso devo citar alguns fatos que ocorrem a olhos vistos no ecossistema local; mais precisamente no centro do estado do Rio Grande do Sul; aqui em Candelária cidade de minha infância, quem observa vê a diminuição do volume da água em arroios e rios , eu naturalmente, quando tenho contato com estes arroios vejo a diferença da profundidade,volume,limpidez, poluição; faço uma viagem no tempo de  trinta anos até a realidade de hoje; principalmente porque que este Morro no Rincão dos Barreiros é o local onde  nascem  dois arroios, e dezenas de vertentes que logo adiante formam córregos reforçado o volume de água dos mesmos e outros arroios adiante.
Daí voltando um pouco no tempo, recordo que nos anos 80 teve uma grande seca mais precisamente em 1985, onde em minha casa morreram varias bergamoteiras, onde uma delas eu até tinha um balanço, isso eu não esqueço!
Uma das principais nascentes ao lado do Rondinha, um córrego sem nome que passa ao lado do Parque de Eventos e ajudava a fortalecer o volume de água do Rio Pardo; onde perto da sua principal nascente, sempre andávamos por dentro dele, hoje  está seco! Naquela época não secava no verão, lembro das férias do Colégio, era um arroio forte, com um bom volume de água; sei que também naquele tempo em toda a extensão dele havia mata ciliar, e  também o Morro acima, todo ele era coberto por mata nativa, Morro este que resguardava e infiltrava águas para estas nascentes citadas, não existem mais a riqueza dos charcos de água que tentávamos atravessar e ficávamos  atolados com os ki chutes no barro, depois tinha bronca com a mãe em casa!
 Mas, contudo tem Deputado federal meu conterrâneo, que defende a diminuição da mata ciliar, quem eu queria ver passar sede, mas ainda levará algum tempo para a escassez total da água potável; mas duas coisas eu vi!  Muita hipocrisia e o líder da bancada da motosserra procurar uma sombra para que a sua caminhonetinha não fique no sol; zomba da ignorância do povo, assustando-os.Dai  joga  o agricultor  contra a preservação, dizendo que isso garantirá a produção, principalmente a irrigável, se diz o salvador,mas não fala de que forma conseguiu 3 mil hectares em São Borja,e ele fala: ”mas eu preciso do teu voto”, não é assim que ele fala?
 Sempre é importante saber que a agricultura sem água é nula, e qualquer esforço em conserva – lá é de muita valia. E direta ou indiretamente estamos também defendendo o agricultor, onde sabemos que as condições econômicas e sociais da agricultura brasileira estão em decadência, pequenos proprietários e agricultores familiares  produzem com área restrita, onde o fumo é sua única saída. A modernização da agricultura brasileira tende a favorecer a diversificação só na teoria, a participação dos agricultores é relativa, o agricultor participa, mas sabe que não terá apoio técnico gratuito em sua propriedade; onde está  deveria ser  a verdadeira briga dos políticos garganteadores, aquela que diminuiria o valor dos insumos,incentivaria a diversificação concreta, entre outras.

Falamos somente da falta, mas água também é um fator que sofreu influência da modernização da agricultura, contaminada pelo uso de fertilizantes, adubos inorgânicos e agrotóxicos, muitos responsáveis pelo monitoramento em nossos rios locais , argumentam não ter encontrado leitura estatística representativa sobre o índice de agrotóxicos em nossas águas. Isso comprova o descaso com esse problema, talvez por uma questão política ou por faltas de normas e instituições que não se importam com os  Impactos decorrentes da modernização da agricultura “com agrotóxicos importados do Paraguai e Uruguai”.







 Deputados interesseiros sumam, e que o político sério permita que a agricultura cresça dentro de outra ótica e que as pessoas tenham uma melhor qualidade de vida. Ao falar da inviabilização do sistema produtivo pela deterioração das condições dos agricultores, onde nunca podemos esquecer de quando éramos levados pela lábia do sistema político local, onde sempre os prejuízos ficam para o produtor.



                                 Marcelo Coimbra da Silva- Grupo Gaaia Candelária - RS