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domingo, 4 de dezembro de 2011

Artefato indígena no deslizamento.








 É assim, extremamente importante  nós fazermos parte dessa história — que parece não ter existido aqui, bem debaixo de nossos pés —Sendo o Museu o único encarregado, de  remontar uma História dentro de nós quase esquecida, mas bem viva no subsolo de nossa Cidade.Este artefato indígena será doado ao Museu Municipal de Candelária,onde será colocado a data  e o local que foi encontrado.


Grupo Gaaia Candelária - RS.



                        O Morro Botucaraí também é sitio arqueológico.

 
Define-se como sítio arqueológico o local utilizado pelos grupos antigos para as suas habitações e todas as atividades que permitiram a sua subsistência, cujos vestígios arqueológicos encontram-se espacialmente distribuídos.
Neste caso, a área que envolve os locais ocupados por estes grupos indígenas para a caça, a pesca, a coleta e a agricultura podem ser entendidas a sítios arqueológicos, pois consideramos muito importante entender o espaço em que os sítios foram construídos.
Considerando a importância deste achado as respostas sobre a quem realmente pertenceu este artefato arqueológico, ficará uma grande incógnita, destacando a evidencia encontrada no primeiro deslizamento ocorrido em 15 de agosto de 2009 e assim elevando a importância de buscar protegê-lo não só como reserva ecológica, mas também como Patrimônio Histórico da União.
Segundo Claudio Rodrigues responsável pelo Museu Municipal de Candelária, ali no entorno do Botucaraí existe um importante sítio arqueológico, já o deslocamento dos Indígenas se dava por vários fatores, o principal era por lugares onde se encontrava muita argila para a fabricação de cerâmica pelas mulheres, um rio fluvial de grande proporção para navegação, piracema, terras boas para o cultivo, abundancia de frutas e também perto de riachos.
.Salientamos que mais estudos nesta área devem ser realizados, pois a história e a arqueologia são uma ciência, e como tal precisam cada vez mais buscar conhecer a tradição e a história dos Indígenas na região.
  O material lítico polido apresenta inúmeros artefatos como machados, quebra-cocos, batedores, bigornas. Nas lascas, destacam-se os raspadores, conforme Rodrigues este artefato poderia ser usado no corte de madeiras, na caça; também como raspador de gordura das peles, poderia também ser utilizado para descascar palmitos, enfim na época era uma das únicas ferramentas disponíveis.
Entre as atividades previstas para a ação do Grupo, uma delas é ficar sempre atento nas caminhadas na mata, falávamos na possibilidade de encontrarmos vestígios fosseis no deslizamento, ficamos surpresos encontrando  artefatos indígenas em um lugar tão íngreme..











As ações periódicas no Botucaraí fazem com que qualquer algo diferente exposto pela água das chuvas; logo chama atenção dos olhos, conseqüentemente as mãos logo pegam para analisar superficialmente.Foi assim:

No dia 16 de julho começamos a recuperar a área, lançando sementes de “azevem” para fazermos uma rápida cobertura de solo, evitando mais erosões e nos próximos meses reforçaremos mais o banco natural de sementes existente no solo. Também iniciamos um projeto de fortalecimento das frutíferas nativas plantando  três quilos de sementes de araucárias e lançamos outros 2 quilos de  sementes de palmito  no entorno do Botucaraí; escalando de volta me surpreendi com esta pedra visivelmente exposta pela a água da chuva, sabendo ser um achado importante para reforçar a mobilização em preservar uma área maior no entorno do Botucaraí; como dizia: segundo Rodrigues existe um importante sitio arqueológico no entorno do Morro Botucaraí.
Foto da ponta de lança encontrada no deslizamento.