Médicos sem Fronteiras!

Médicos sem Fronteiras!
Médicos sem Fronteiras! Doe 30 reais por mês...

Canal do Gaaia no youtube!

Loading...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Morro Botucaraí também é sitio arqueológico.










O Morro Botucaraí também é sitio arqueológico.





Define-se como sítio arqueológico o local utilizado pelos grupos antigos para as suas habitações e todas as atividades que permitiram a sua subsistência, cujos vestígios arqueológicos encontram-se espacialmente distribuídos.


Neste caso, a área que envolve os locais ocupados por estes grupos indígenas para a caça, a pesca, a coleta e a agricultura podem ser entendidas a sítios arqueológicos, pois consideramos muito importante entender o espaço em que os sítios foram construídos.


Considerando a importância deste achado as respostas sobre a quem realmente pertenceu este artefato arqueológico, ficará uma grande incógnita, destacando a evidencia encontrada no primeiro deslizamento ocorrido em 15 de agosto de 2009 e assim elevando a importância de buscar protegê-lo não só como reserva ecológica, mas também como Patrimônio Histórico da União.


Segundo Claudio Rodrigues responsável pelo Museu Municipal de Candelária, ali no entorno do Botucaraí existe um importante sítio arqueológico, já o deslocamento dos Indígenas se dava por vários fatores, o principal era por lugares onde se encontrava muita argila para a fabricação de cerâmica pelas mulheres, um rio fluvial de grande proporção para navegação, piracema, terras boas para o cultivo, abundancia de frutas e também perto de riachos.


.Salientamos que mais estudos nesta área devem ser realizados, pois a história e a arqueologia são uma ciência, e como tal precisam cada vez mais buscar conhecer a tradição e a história dos Indígenas na região.


O material lítico polido apresenta inúmeros artefatos como machados, quebra-cocos, batedores, bigornas. Nas lascas, destacam-se os raspadores, conforme Rodrigues este artefato poderia ser usado no corte de madeiras, na caça; também como raspador de gordura das peles, poderia também ser utilizado para descascar palmitos, enfim na época era uma das únicas ferramentas disponíveis.


Entre as atividades previstas para a ação do Grupo, uma delas é ficar sempre atento nas caminhadas na mata, falávamos na possibilidade de encontrarmos vestígios fosseis no deslizamento, ficamos surpresos encontrando artefatos indígenas em um lugar tão íngreme.


As ações periódicas no Botucaraí fazem com que qualquer algo diferente exposto pela água das chuvas; logo chama atenção dos olhos, conseqüentemente as mãos logo pegam para analisar superficialmente.Foi assim:


No dia 16 de julho começamos a recuperar a área, lançando sementes de “azevem” para fazermos uma rápida cobertura de solo, evitando mais erosões e nos próximos meses reforçaremos mais o banco natural de sementes existente no solo. Também iniciamos um projeto de fortalecimento das frutíferas nativas plantando três quilos de sementes de araucárias e lançamos outros 2 quilos de sementes de palmito no entorno do Botucaraí; escalando de volta me surpreendi com esta pedra visivelmente exposta pela a água da chuva, sabendo ser um achado importante para reforçar a mobilização em preservar uma área maior no entorno do Botucaraí; como dizia: segundo Rodrigues existe um importante sitio arqueológico no entorno do Morro Botucaraí.




É assim, extremamente importante nós fazermos parte dessa história — que parece não ter existido aqui, bem debaixo de nossos pés —Sendo o Museu o único encarregado, de remontar uma História dentro de nós quase esquecida, mas bem viva no subsolo de nossa Cidade.Este artefato indígena será doado ao Museu Municipal de Candelária,onde será colocado a data e o local que foi encontrado.


Grupo Gaaia Candelária - RS.


Autoria: Telmo Remião Moure


Os agrupamentos humanos que os europeus encontraram na América não eram originários deste continente. Sua origem até hoje constitui umenigma para os cientistas, os quais elaboraram várias teorias para explicar de onde vieram os primeiros povoadores da América. Para alguns pesquisadores, eles teriam vindo da Atlântida, que segundo a lenda havia existido entre o norte da África e a América e fora tragada pelas águas do oceano. Outros estudiosos consideram que os indígneas são autóctones, isto é, originaram-se do próprio continente americano.


As teorias mais aceitas atualmente afiram que o estabelecimento de seres humanos em solo americano deve-se às migrações ocorridas há milhares de anos através do estreito de Bering ou de ilhas da Oceania. Ao longo dos séculos, esses agrupamentos humanos se fixaram no continente, e quando os europeus chegaram à América já existiam grupos indígneas desde a Patagônia ao Alasca. Constituíam sociedades diferenciadas, e os únicos que apresentavam instituições sociais e políticas complexas (classes sociais e estado) eram os maias (na AMérica Central), os astecas (no atual México) e os incas (no Peru).


Quanto aos indígenas que viviam na banda oriental do rio Uruguai e as áreas próximas, sabe-se que não eram numerosos e que deixaram poucos vestígios materiais sobre o seu modo de vida antes da chegada dos colonizadores. Por isso, a classificação etnográfica desses povos se baseia em informações coletadas dos contatos estabelecidos entre eles e os europes que ocuparam a região.


Muitas são as classificações dos povos indígenas que viviam entre o oceano Atlântico e a margem esquerda do rio Uruguai. Apesar da importância de cada uma delas, adotaremos a mais usual entre os estudiosos da história do extremo sul do Brasil. Havia na região platina três grandes grupos indígenas: guaranis, pampeanos e gês.


Antes e mesmo depois da chegada dos europeus, esses grupos indígenas empreenderam movimentos migratórios característicos de seu modo de vida nômade ou semi-sedentário. Migraram também forçados pela presença dos colonizadores e seus descendentes que ocupavam suas terras ou os aprisionavam para escravizá-los.


Os mais expressivos exemplos de migrações indígenas ocorreram com os guaranis e os minuanos (estes últimos, indígenas do grupo pampeano). Os primeiros, originários do alto Paraná, chegaram à região platina emduas levas, uma provavelmente no século IV d.C. e outra no século X. Atravessaram o rio Uruguai - expulsando dali os guaianás (do grupo dos gês) para o nordeste do atual território do Rio Grande do Sul - e se fixaram numa extensa faixa de oeste a leste do atual território do Rio Grande do Sul. Os minuanos, por sua vez, no século XVII, se transferiram da região compreendida entre os rios Uruguai e Paraná para o sul do rio Ibicuí.


Os guaranis


Os guaranis ocupavam as margens da laguna dos Patos, o litoral norte do atual Rio Grande do Sul, as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí, incluindo a região dos Sete Povos das Missões. Dominaram também a parte central e setentrional entre os rios Uruguai e Paraná, bem como a parte sul da margem direita do rio da Prata e o curso inferior do rio Paraná.


Havia entre os guaranis três subgrupos principais: os tapes ( indígenas missioneiros dos Sete Povos), que ocupavam as margens dos rios a oeste do atual território do Rio grande do Sul e o centro da bacia do rio Jacuí; os arachanes ou patos, que viviam às margens do rio Gauíba e na parte ocidental da laguna dos patos; os carijós, que habitavam o litoral, desde o atual município de São José do Norte até Cananéia, ao sul de São Paulo.


Apesar da variedade de dialetos, o tupi-guarani era o tronco lingüístico comum a esses grupos indígenas.


Os pampeanos


Os pampeanos constituíram um conjunto de tribos que ocupavam o sul e o sudoeste do atual Rio Grande do Sul,a totalidade dos território da República Oriental do Uruguai, os cursos inferiores dos rios Uruguai, Paraná e da Prata. Os subgrupos e tribvos mais conhecidos entre eles foram os charruas, guenoas. minuanos, chanás, iarós e mbohanes. Todos falavam a língua guíchua, com poucas variações dialetais.


Os gês (kaingangs)


Os gês possivelmente eram os mais antigos habitantes da banda oriental do rio Uruguai. É provável que essas tribos começaram a se instalar no atual Rio Grande do Sul por volta do século II a.C. Ocupavam o planalto rio-grandense de leste a oeste e abrangiam vários subgrupos: coroados, ibijaras, gualachos, botocudos, bugres, caaguás, pinarés e guaianás. Estes últimos, no início do primeiro milênio d.C., foram expulsos pelos guaranis da região posteriormente denominada Sete Povos das Missões.


Os gês do atual Rio Grande do Sul foram dizimados pelos bandeirantes, guaranis missioneiros, colonizadores portugueses, brasileiros e ítalo-germânicos. Os grupos que vivem atualmente nas reservas de Nonoai, Iraí, Tenente Portela migraram de São Paulo e Paraná, no século passado, durante a expansão da lavoura cafeeira.